Maracujá! » António http://maracujah.net Sítio web pessoal de António Manuel Dias e família Sat, 16 Aug 2014 16:10:25 +0000 pt-PT hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.0 Identidade de género: era bom que lutássemos as lutas certas http://maracujah.net/artigos/2064 http://maracujah.net/artigos/2064#comments Fri, 20 Jun 2014 17:06:03 +0000 http://maracujah.net/?p=2064 Júlia Mendes Pereira defende, num artigo n’A ComunaO reconhecimento da identidade de género como processo emancipatório: percursos legais — uma agilização do processo legal para que o género que consta dos documentos de identificação individual corresponda à identificação própria de cada indivíduo e não ao sexo que alguém lhe atribuiu à nascença.   Eu discordo em absoluto deste ponto de vista e defendo, em alternativa, que o estado não deve reconhecer qualquer identidade de género.  Colocar o género de cada pessoa num documento de identificação é equivalente a colocar também a sua cor de pele ou dos olhos, o seu grupo étnico ou religioso.  Se essa informação não tem qualquer significado para a atribuição de direitos ou deveres, não deve constar das bases de dados do estado e muito menos de um documento de identificação individual.

Infelizmente, na defesa dos direitos de minorias isto acaba muitas vezes por acontecer.  Em vez de se reflectir sobre a existência ou necessidade de uma determinada prática discriminatória, pretendemos estender essa prática a mais um grupo — e já não é a primeira vez que escrevo sobre isto aqui.  Seria bom que começássemos a tentar simplificar a nossa legislação, em vez de a complicar, concentrando o nosso esforço nas lutas certas e não dividindo-o em pequenas lutas individuais que raramente conseguem o apoio necessário.

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Re: masculinidades feministas http://maracujah.net/artigos/2060 http://maracujah.net/artigos/2060#comments Sun, 15 Jun 2014 12:55:08 +0000 http://maracujah.net/?p=2060 Bruno Góis iniciou na semana passada, n’ A Comuna, uma série de artigos sobre o feminismo no masculino.  Os dois artigos até agora publicados, Um homem feminista não é um herói, do próprio Bruno Góis, e Chouriço e do feminismo como ingrediente principal,  de Daniel Cardoso, são leitura interessante mas ou passam um pouco ao lado das minhas razões para ser feminista ou abordam-nas de uma forma tão rebuscada e vaga que é difícil reparar nelas.  Por isso decidi listar aqui algumas das razões que me levam, homem heterossexual a viver em Portugal no século XXI, a ser feminista:

  • Porque a violência doméstica continua a matar anualmente dezenas de mulheres em Portugal e a forçar a viver no terror muitas mais, muitas vezes com os agressores a gozarem da impunidade da sociedade e mesmo das forças da lei;
  • Porque as mulheres continuam a ganhar em média menos que os homens e a ser completamente discriminadas no trabalho, por exemplo tendo menos acesso aos lugares cimeiros da hierarquia nas empresas e sendo as primeiras a ser despedidas em caso de necessidade;
  • Porque, apesar de algumas excepções e da lei da paridade, as mulheres continuam a participar pouco da vida política portuguesa e a ser tratadas como inferiores pelos seus pares quando o fazem;
  • Porque a sociedade continua a impor estereótipos de género às crianças, na prática forçando-as a escolher as suas actividades e os seus gostos com base neles e impedindo o desenvolvimento de todo o seu potencial.

Basicamente, sou feminista pela mesma razão que sou anti-racista ou anti-capitalista:  convivo mal com a injustiça e tento combatê-la, independentemente da forma com que se apresente em cada momento.

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When you grow up, your heart dies http://maracujah.net/artigos/2050 http://maracujah.net/artigos/2050#comments Sun, 25 May 2014 18:53:03 +0000 http://maracujah.net/?p=2050 É inevitável: quando crescemos, o nosso coração morre. O meu morreu ontem.

Levei tempo a crescer, mas finalmente aconteceu. Não podemos ser adolescentes ingénuos e românticos para sempre, por muito que o tentemos, acreditando que as pessoas são genuinamente boas e que o verdadeiro amor nunca morre — mesmo que seja nisso que vale a pena acreditar. Agora tenho de aprender a viver de novo, com um pedaço de chumbo no lugar do coração. Talvez deva começar por reaprender a sobreviver — respirar, comer, dormir, cada inspiração, pedaço de pão ou hora de sono uma pequena batalha ganha nesta guerra, que se apresenta longa, de manter vida dentro de mim. Porque é importante que continue a viver, a minha família depende disso. Ah! E é preciso manter o sorriso, sorrir sempre, protelando a data em que também ela tenha de crescer de um dia para o outro. Mas não é fácil. Nem sorrir, nem viver.

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Nove lições de vida, segundo Tim Minchin http://maracujah.net/artigos/2040 http://maracujah.net/artigos/2040#comments Tue, 20 May 2014 15:07:10 +0000 http://maracujah.net/?p=2040 Partilho convosco um dos melhores discursos motivacionais que conheço (sem comparação com o do português apologista do bater punho).   O vídeo deve aparecer legendado em português a quem tiver o seu navegador (ou as preferências do YouTube) definidas para a nossa língua.  Caso isso não aconteça, podem ligar as legendas clicando naquele ícone com um rectângulo e duas linhas em baixo e à direita.

Quem não quiser ver o vídeo todo, tem aqui um resumo (mas para perceber será provavelmente melhor ver as explicações no vídeo):

  1. Não precisas de ter um sonho.
  2. Não procures a felicidade.
  3. Recorda que é tudo uma questão de sorte.
  4. Faz exercício.
  5. Sê duro com as tuas opiniões.
  6. Ensina; por favor, por favor, por favor, ensina.
  7. Define-te pelo que amas.
  8. Respeita quem tem menos poder do que tu.
  9. Não tenhas pressa.

Conselho final. A vida é vazia e sem sentido. Preenche-a!

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Kaze Tachinu http://maracujah.net/artigos/2037 http://maracujah.net/artigos/2037#comments Sun, 04 May 2014 15:44:15 +0000 http://maracujah.net/?p=2037 Ontem, porque estávamos cansados e sem vontade para nada, resolvemos ver um filme aqui em casa.  Escolhi Kaze Tachinu (As Asas do Vento), que já queria ver há algum tempo, e ainda bem.  Há qualquer coisa nos filmes de Hayao Miyazaki que me enche de paz e este é, sem dúvida, o melhor de todos.  Talvez por terem sido na língua japonesa os primeiros desenhos animados que verdadeiramente me fizeram sonhar, ou por qualquer outro motivo que desconheço, a verdade é que sempre que começa um dos seus filmes me consigo abstrair de tudo e, quando acaba, sou incapaz de sair do seu mundo por uns dias. Estava a precisar disto.

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DEO: opção ideológica http://maracujah.net/artigos/2027 http://maracujah.net/artigos/2027#comments Sat, 03 May 2014 14:05:15 +0000 http://maracujah.net/?p=2027 O governo, no Documento de Estratégia Orçamental (DEO) apresentado no último dia de Abril, inclui duas medidas que rapidamente ofuscaram todas as outras inscritas no documento: a subida da contribuição dos trabalhadores para os sistemas de previdência social (TSU) em 0,2% e da taxa normal do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em 0,25%.  A discussão sobre estas medidas centrou-se em dois campos, os que acusam o governo de mentir, por aumentar os impostos quando ainda há menos de uma semana vários ministros tinham garantido que isso não iria acontecer e os que apontam que são aumentos marginais — 1 euro por cada 500 de vencimento bruto! — ou que nem sequer representam um aumento, dado destinarem-se a redistribuir por todos os trabalhadores os sacrifícios que até agora estavam apenas sobre os funcionários públicos e pensionistas.

Apesar de estas discussões certamente apresentarem pontos de vista interessantes sobre a questão, prefiro analisá-la sobre outro ângulo, a opção ideológica implícita nestas medidas, que nos permite perceber de que lado estão os nossos representantes quando se trata de encontrar financiamento para as contas públicas.  Estas são as conclusões a que cheguei:

  1. A Taxa Social Única (TSU) tem duas componentes, uma que é responsabilidade do trabalhador e outra da responsabilidade do empregador.  O governo decide agora aumentar a parte a cargo do trabalhador, deixando a parte do empregador intacta.  Ou seja, entre patrões e empregados, o governo prefere os primeiros.(1)
  2. Da multiplicidade de impostos e taxas que são cobrados pelo estado português, foi escolhida a TSU (e, como vimos no ponto anterior, apenas uma parte desta taxa).  Porque será?  Parece uma taxa justa porque, como muito bem diz o nosso primeiro ministro, se aplica a todos os trabalhadores, em vez de apenas aos funcionários públicos.  Mas mais uma vez esta afirmação esconde dentro de si a realidade que não querem mencionar.  De facto, aplica-se a todos os trabalhadores assalariados mas deixa de fora todos os rendimentos não provenientes do trabalho por conta de outrem, como a especulação financeira, os mercados bolsistas, etc.  Daqui pode depreender-se que entre o capital e o trabalho, o governo prefere o primeiro.
  3. Finalmente, acho também interessante o ponto em comum que apresentam a TSU e o IVA, os dois impostos aumentados aqui. Ambos são taxas planas, não progressivas.  Esta é a justiça na óptica deste governo: todos devem pagar o mesmo, em percentagem, o que até pode parecer acertado à primeira vista.  Mas, evidentemente, faz muito mais falta 1 euro a quem ganha 500 do que 10 euros a quem ganha 5000.  Como fica então provado, entre ricos e pobres, o governo prefere os primeiros.(2)

Desengane-se quem pensa que isto é apenas coincidência. É uma opção ideológica e é por isso que, nas urnas, se deve atender não só às promessas que os dirigentes políticos nos fazem antes das eleições mas também à área de pensamento em que se inserem os seus partidos.  Enquanto os ratos escolherem gatos para o seu governo, estarão sempre sujeitos às suas garras.

Notas:

(1) Como curiosidade, é interessante recordar que em 1995 a parte da TSU a cargo do empregador foi reduzida em 0,75%, de 24,5% para os actuais 23,75%.  Parece que a opção ideológica já vem de longe.

(2) A Constituição da República Portuguesa tem, sobre os impostos, uma visão diferente:

Artigo 104.º
(Impostos)

  1. O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.
  2. A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.
  3. A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos.
  4. A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.
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Correctores ortográficos — epílogo http://maracujah.net/artigos/2023 http://maracujah.net/artigos/2023#comments Tue, 22 Apr 2014 17:21:31 +0000 http://maracujah.net/?p=2023 Ao arrumar a minha pasta de projectos, ontem, dei com a pasta do script que usava para a construção dos correctores ortográficos para Mozilla/OpenOffice.org/LibreOffice.  Lembrei-me então que estava para alterar a página dedicada aos correctores aqui no Maracujá e decidi nesse momento usá-la para publicar o script — pode servir a alguém :^)

Está feito.

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Adeus maracuja.homeip.net http://maracujah.net/artigos/2012 http://maracujah.net/artigos/2012#comments Sun, 13 Apr 2014 21:21:35 +0000 http://maracujah.net/?p=2012 Desde o início deste site, quando ainda era alojado num servidor aqui em casa, que o seu nome era resolvido por um serviço de DNS dinâmico e gratuito, o DynDNS, tendo eu escolhido maracuja.homeip.net para o seu endereço.  Quando acabei com o servidor caseiro, passando a usar um alojamento on-line, aproveitei para adquirir também um nome, o maracujah.net, tendo redireccionado o anterior endereço para este, de forma a não quebrar as ligações antigas.  A partir do início do próximo mês este redireccionamento deixará de ser gratuito, sendo terminado para todos os que não quiserem evoluir o seu perfil para uma conta paga.  Esse será o nosso caso, pelo que o Maracujá passará a ser acessível unicamente através do endereço http://maracujah.net.  Assim, quem ainda tiver ligações para o endereço antigo tem cerca de quinze dias para as actualizar :^)

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Warn me portable http://maracujah.net/artigos/2009 http://maracujah.net/artigos/2009#comments Sun, 16 Mar 2014 15:30:42 +0000 http://maracujah.net/?p=2009 Após a correcção de alguns bugs, está já disponível a primeira versão portátil do programa Warn Me.

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Warn me portable — previsão http://maracujah.net/artigos/2000 http://maracujah.net/artigos/2000#comments Fri, 14 Mar 2014 19:19:39 +0000 http://maracujah.net/?p=2000 Para quem quiser testar, pode transferir a versão 1.0 do Warn me portable, uma versão que deve correr em qualquer sistema operativo onde esteja instalado a linguagem Python, versão 3.3 ou mais recente.

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