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A presença de António, Sandra e Vanessa na web

Experiência assustadora

Publicado em 24 de Outubro de 2009 às 12:43 por
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No outro dia à noite, estava eu a trabalhar, como habitualmente, de portátil ao colo e com a TV ligada.

A certa altura dei por mim, completamente refém das imagens, sem conseguir reagir, nem sequer piscar os olhos, a sorrir de boca entreaberta e com um ar (de certeza) completamente embevecido e muito, mas muito estúpido.

Porquê (?), perguntam vocês e muito bem. Porque o meu olhar foi apanhado pelas imagens da televisão (e foi assim que chegaram ao meu cérebro) que mostravam um qualquer programa de entretenimento – não me perguntem o nome – com a ‘Bárba’ Guimarães e com um tipo qualquer que não faço a mínima ideia quem seja. Só sei que a cena com que eles «caçaram» o meu cérebro  mostrava um ‘exercício’ que os três casais concorrentes tinham de executar. Estavam todos vendados e cada menino tinha de cheirar as três meninas e descobrir, através do cheiro, qual era a sua respectiva menina maravilha.

Todos acertaram e acho que foi isso que despoletou a minha expressão facial completamente aparvalhada e mentalmente perturbada.

Felizmente consegui reagir a tempo e ainda tive o discernimento de mudar imediatamente de canal. Mas certamente que outros não terão a minha sorte e serão muitos os que diariamente são «apanhados» por esta forma de manipulação cerebral e que nem se apercebem, coitadinhos, do que lhes está a acontecer.

Estão a ver aquelas cenas em que um desgraçado é atado a uma cadeira e obrigado a olhar repetidamente para uma série de imagens seleccionadas e sai de lá com uma lavagem cerebral feita?

É isso que este tipo de programas faz! Felizmente consegui aperceber-me a tempo, mas estive perto. Muito perto…

Por favor, estejam atentos e sejam cautelosos porque eles estão em todos os canais de televisão e operam sub-repticiamente, pela calada. Somos completamente esvaziados de qualquer sentido critico e de qualquer capacidade de raciocínio lógico num piscar de olhos. Milhões já foram apanhados.

Só isso pode explicar as tendências masoquistas evidenciadas pelos resultados das últimas eleições.

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3 comentários:

Em 24 de Outubro de 2009 às 15:37, Francisco Santos escreveu:

Isso é a desvantagem de tentar fazer alguma coisa ao mesmo tempo com o televisor ligado.
Por essas e por outras é que na minha casa é à antiga: só tenho um televisor; não está em nenhum sítio onde se trabalha, come, dorme ou brinca. Está num cantinho e só é ligado de propósito para ver televisão (e é desligado na ficha, não apenas no telecomando). Não serve para produzir som ambiente, nem para “ajudar” as criacinhas a engolir a sopa, nem para adormecer.
Chamem-me radical. Ou antiquado, tanto faz.


Em 24 de Outubro de 2009 às 20:11, Sandra escreveu:

Pois é. Isso é que era, mas acho que ainda tenho de ganhar coragem para tanto. Mas o ideal seria mesmo ver-me completamente livre da televisão.

É que usá-la para aquilo para que ela foi mesmo feita não funciona. Se estiver só a ver televisão, sem fazer mais nada, adormeço. É que nem vale a pena lutar. Presumo que seja porque me aborreço tremendamente :)

À partida teria todas as condições para me conseguir ‘desligar’ da televisão. Não percebo porque é que não consigo.


Em 22 de Novembro de 2009 às 22:08, Tita escreveu:

Os meus dias por norma são passados em casa, e enquanto estou só a televisão permanece muda e calada.
Desde o amanhecer até ao anoitecer os programas são cada um o melhor.
Mas já agora, vou salientar um bem pior que o da “ Barba“, “As tardes da Júlia”
Infelizmente, há quem goste e lhes dê audiências.
Em casa da filha nem sequer existe televisão (apoiado.

Hoje domingo passei a tarde em frente a ela a ver filmes, isso GOSTO.

Beijinhos
Maria Mouta


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