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A presença de António, Sandra e Vanessa na web

Segurança na Web

Publicado em 1 de Fevereiro de 2009 às 1:22 por
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Há dias recebi uma mensagem, numa lista de correio electrónico de que sou membro, com o título Fotos 19/12 com três ficheiros em anexo, supostamente fotografias (nomes terminados em .JPG). Usualmente sou bastante cuidadoso com os anexos e com as ligações web que recebo no correio, mas desta vez estava distraído e cliquei logo na primeira foto para a abrir. Surpresa, o visualizador de imagens não abriu — em vez disso apareceu uma página qualquer de publicidade no navegador. Minutos depois, outra mensagem na mesma lista:

O email da **** tem um Virus, se clicaram nos links estão
infectados… o Virus instala um programa que fica residente e reenvia
o email cada vez que entram no messenger.

Lembrei-me disto hoje, ao ler um artigo do Tux Vermelho, porque felizmente estava a usar Linux e não fiquei infectado. Na entrevista referenciada nesse artigo, Matt Knox aborda ao de leve algumas técnicas que usou enquanto programava adware para Windows e, em resposta à pergunta “o que devem as pessoas fazer para evitar adware”, responde “usar UNIX”, embora admita logo a seguir que conseguiu fazer funcionar alguns dos programas sobre Wine, em Linux.

Mas atenção, isto não quer dizer que o Linux é imune a vírus, adware, ou qualquer outro software malicioso. Aliás, é o próprio Matt Knox quem o diz: “A maior parte do adware visa os utilizadores do Internet Explorer (IE), porque eles detêm obviamente a maior quota de mercado. Para além disso, tendem a ser a parte do mercado menos conhecedora. Se usas IE, então é porque não te importas ou não fazes ideia de todas as suas vulnerabilidades.” Como todos os sistemas, o Linux também tem as suas vulnerabilidades e, se alguma vez atingir a quota de mercado do Windows, será com certeza alvo da mesma atenção que hoje estes programadores lhe devotam[1].

Por outro lado, pode-se salientar o facto de o Firefox estar a aumentar a sua quota de mercado de dia para dia sem ter ainda sofrido os mesmos ataques do seu congénere da Microsoft, apesar de todas as falhas de segurança que também têm sido descobertas para este navegador. Talvez isso se deva ao facto de os seus utilizadores serem de facto mais conhecedores, como está implícito nas palavras acima, mas também se poderá dever a uma cultura mais virada para a segurança por parte do mundo do software livre.

Seja como for, e para terminar respondendo à pergunta de outra mensagem da tal lista, “E quem foi tremendamente idiota ao ponto de clicar??? Como se livra disso?”, acho que nos dias de hoje uma solução simples é deixar de usar Internet Explorer, Outlook e MSN ou, se possível, mudar-se para Linux.

[1] Há, evidentemente, algumas diferenças. O ambiente linux é bastante mais heterogéneo que o do Windows, em que o sistema é sempre exactamente o mesmo. Isto coloca uma dificuldade acrescida aos programadores de malware, mas também são essas dificuldades que atraem os bons programadores. Há ainda quem argumente que por ser um sistema livre, em que o acesso ao código é universal, é mais fácil e mais rápido detectar os problemas e publicar a sua resolução.

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2 comentários:

Em 1 de Fevereiro de 2009 às 9:21, António Afonso escreveu:

Ou então mudarem para MacOS X, ainda tem a vantagem de ser user-friendly :-)


Em 1 de Fevereiro de 2009 às 19:21, António escreveu:

Bem, nunca usei um MacOS por mais de dois ou três minutos seguidos, pelo que não posso confirmar essa afirmação. No entanto, quando 100% dos utilizadores de Mac, incluindo os que deixam o Windows, o confirma em todas as suas conversas, acredito que a facilidade de utilização seja mesmo um facto e não um mito.

É claro que, para quem já tem tem um PC será bastante mais fácil e barato optar pelo Linux…


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