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Beryl 0.2

Publicado em 8 de Fevereiro de 2007 às 23:24 por
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Depois de longos meses a ouvir falar do Beryl e de um artigo sobre a nova versão deste projecto, resolvi finalmente instalá-lo nas máquinas a que tenho acesso, seguindo este guia de Marcellino Junior. Os efeitos são verdadeiramente impressionantes e, quando o instalei numa partição com Ubuntu no meu pc do serviço, deixei alguns utilizadores experimentados de Windows de boca aberta (aquele truque de puxar a barra de título de uma janela maximizada para espreitar para debaixo dela é espectacular). E o facto de correr em hardware como o meu portátil (Centrino 1.4GHz, 512MB, gráfica Intel i855 de 32MB de RAM partilhada) é ainda mais espantoso.

No geral, penso que uma distribuição com estes efeitos activos por omissão é capaz de ganhar alguns utilizadores mais impressionáveis. Também é capaz de aumentar a produtividade nalguns casos, após um período de habituação. No entanto, para quem já tem hábitos de trabalho adquiridos há bastante tempo e que, apesar de gostar de ver coisas bonitas, não lhes liga muita importância quando a trabalhar, penso que atrapalhará mais do que ajudará. Nomeadamente, a mim enervam-me os dois décimos de segundo que tenho que ficar à espera quando abro, fecho, maximizo ou minimizo uma janela; enerva-me ter de girar o cubo para passar de uma área de trabalho para outra, quando o fazia instantaneamente premindo CTRL+Fx; enervam-me os menus animados; e enerva-me o botão de fechar as janelas do lado direito.

Eu sou do tipo de pessoa que configuro o KDE sem qualquer animação ou previsão para que tudo seja mais rápido, portanto estas mariquices não são para mim… mas que é giro, é!

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2 comentários:

Em 9 de Fevereiro de 2007 às 16:31, Rui Vilela escreveu:

Eu instalei o Beryl para usar no portátil (3,5 anos) com o gentoo e o XFCE4.2, e pareceu-me bastante bom os efeitos visuais, mas tal como a versão indica, ainda é bastante instável. Não tenho “titlebar” nas aplicações, e se tento por, os gráficos ficam esquisitos. (próxima versão talvez melhore, mas acho que o problema são mesmo os drivers da nvidia+placa gráfica)

O cubo não é problema, pois a rotação do desktop no xfce responde à roda do rato. Alguns efeitos ainda são lentos, no meu caso Alt-tab. Mas acho inevitável que os desktop sigam nessa direcção (O Mac Os X já tem muitas destas animações há bastante tempo)


Em 9 de Fevereiro de 2007 às 17:04, António escreveu:

Aqui no trabalho funciona razoavelmente com os drivers da nvidia (os proprietários) e Gnome. Se activo o beryl com janelas já abertas, a barra de título desaparece, mas já é visível se abro as janelas depois de o iniciar. Todos os movimentos são fluídos, mas o problema é o mesmo — o desktop fica muito mais lento do que sem estas “mariquices”. E não há volta a dar, porque se acelerar as animações elas deixam de se ver :)


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