Maracujá!

A presença de António, Sandra e Vanessa na web

Em caso de emergência II

Publicado em 4 de Outubro de 2005 às 0:18 por
( )

Em Julho fiquei a conhecer uma iniciativa do East Anglian Ambulance
Trust
, em que se pedia que as pessoas colocassem a sigla ICE
em frente ao contacto que desejam que seja contactado em caso de emergência, no
seu telemóvel. Aliás, nos comentários a
um artigo neste
blog
sobre o assunto, chegámos até à conclusão que seria melhor usar a sigla
SOS, por ser mais facilmente reconhecível internacionalmente.

A inciativa parece ter finalmente
chegado
a Portugal
. Só é pena os bombeiros terem ficado pela tradução da sigla
original (já para não falar de publicitarem esta iniciativa como
novidade).

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7 comentários:

Em 4 de Outubro de 2005 às 6:49, Francisco Santos escreveu:

Apesar da tradução literalmente correcta, o caso do ECE faz-me lembrar aquelas “traduções” dos títulos dos filmes em Portugal. E imaginei alguém a olhar para um nome como “RUI ECE” e pensar “que raio de nome!”. Também me lembrei daquela expressão “Ecce Homo”. Já o ICE me recordou logo os comboios na Alemanha.
É estranho que quem teve a ideia do ICE/ECE não tenha mudado logo para SOS.
Mesmo que o ECE venha a ser mais usado (o que duvido) penso que quem usar SOS obtem o mesmo ou melhor efeito.


Em 4 de Outubro de 2005 às 14:11, [email protected] escreveu:

Hoje a discutir este assunto, todos os envolvidos (cerca de 10 pessoas) estavam a usar o ECE.
Continuo a achar que devia ser o universal SOS, internacionalmente pensando.

Para nós então teria que ser IN – Im Notfall , mais ridiculo ainda que ICE associado aos comboios alemães.

L. @ litux.org


Em 4 de Outubro de 2005 às 20:12, João Craveiro escreveu:

Eu quando vi a notícia exclamei logo “novidade? vou ali já venho”, e até era para escrever sobre isso, mas já não me lembrava *onde* tinha lido (e o Google não me ajudou, humpf!).


Em 5 de Outubro de 2005 às 2:52, Dario escreveu:

Aqui no Brasil essa prática já se torna perigosa.
Principalmente nos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro. Ao contrário do que está acontecendo aí, aqui a recomendação é tirar da agenda qualquer menção de proximidade nos nomes da agenda como “mãe”, “irmão”, “pai”, “casa” e etc.

O que acontece é que estão usando informações desse tipo para extorquir dinheiro na forma de cartões para telefones pré-pagos, onde a vítima é induzida a pensar que um ente querido foi seqüestrado e está em poder de criminosos.

Os créditos obtidos com esse tipo de prática é repassado aos criminosos que se encontram em presídios, para de lá controlarem a criminalidade aqui fora.

Inacreditável não? Pois é a realidade brasileira.

Abraços,

Dario


Em 5 de Outubro de 2005 às 9:52, Francisco Santos escreveu:

Não conhecia mais esse problema no Brasil, mas não me surpreende. Estou vendo que tenho que mudar a minha lista no telemóvel, se for ao Brasil, pois está cheia dessas menções como “pai”, “casa”, etc, como diz o Dario.
Bom feriado para todos (em Portugal…)


Em 5 de Outubro de 2005 às 23:03, António escreveu:

Tirando o problema da tradução e da sigla a usar, que são apenas pormenores (o que é preciso é que se escolhe *e* use uma), o que me choca realmente nesta notícia é a apropriação de uma ideia de outros. Qual era a diferença, para o resultado, de atribuir a ideia aos seus criadores? Fica a ideia que o objectivo é apenas ganhar um pouco de protagonismo.

As mentes pequenas gostam de chamar a si todos os créditos, principalmente quando pensam que ninguém irá dar por isso (o que é difícil na aldeia global de hoje). Parece que Portugal não se livra de ser um país de mentes pequenas.


Em 5 de Outubro de 2005 às 23:18, António escreveu:

Quando ao que se passa no Brasil é, penso eu, o resultado do grande fosso entre os que têm tudo e os que nada têm. O Brasil, e outros países de situação semelhante, deveriam servir de alerta para todos os outros, para que adequassem as suas opções políticas no sentido de não deixar que a exclusão social chegue aos mesmos níveis.

Nota: eu sei que o que se passa no Brasil é muito mais complexo do que o que se pode dizer em duas ou três linhas de um comentário; isto é apenas uma abordagem generalista.


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